quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Impressões Sobre o encontro Paulo Freire Vive. 13 DE OUTUBRO DE 2008 - UNIRIO

Na última segunda feira às 17h. e 25 m. partiu da FME (Fundação Municipal de Educação de Niterói) um ônibus rumo à UNIRIO (Urca) com o objetivo de levar 11 professores da rede Municipal de Educação que fazem o curso "Conhecimento em Rede: à caminho da Inteligência Coletiva" para participar do debate "Paulo Freire Vive", patrocinado por essa instituição de ensino.
Esse encontro surgiu da indignação de vários educadores do país com a reportagem "O que eles estão aprendendo?" da revista Veja do dia 20 de agosto do corrente ano (http://veja.abril.com.br/200808/p_076.shtml), que denigre a imagem de nosso mestre maior, assim como a de todos os educadores que acreditam numa "Pedagogia da Libertação".
Vale ressaltar que o objetivo do curso é apresentar a Internet como campo de lutas passível de ataques dos monopólios que sempre dominaram os meios de comunicação e portanto formaram ou deformaram (como é o caso da referida revista) a opinião pública e que nós educadores enquanto arautos da liberdade não podemos ficar de fora desses embates sob o risco de nos alienarmos e portanto, "por tabela", alienarmos nossos alunos.
A participação nesse debate foi providencial, pois os cursandos puderam experienciar o que venho falando desde o início do curso: "A Internet não é uma rede de computadores, mas uma rede de pessoas".
O debate contou com a participação da querida Ana Maria Freire que nos falou das lutas de Paulo e de sua indignação com o aviltamento da imagem do querido marido e nosso querido professor das horas mais difíceis, pois nos fala com suas palavras da importância da libertação dos oprimidos sem que necessariamente estes se tornem opressores. Mais importante do que dizer: Paulo freire viveu isso e nos falou com seu exemplo.
Contou ainda com as palavras de duas professoras doutoras da UNIRIO (cujos nomes infelizmente não lembro, pois gravei as falas ao invés de anotar e ao repassar a gravação esta se encontra inaudível) e com a mediação do professor Adilson, que ajudaram a abrilhantar a noite.
Com o auditório "Paulo Freire" da UNIRIO lotado Ana iniciou sua fala com a tranqüilidade e amorosidade que lhe é peculiar, foi um momento de intensa emoção onde pudemos sentir na pele o "ser protagonista da História" que Freire sempre defendeu como sendo a atitude correta de um educador.
A partir de uma carta de repúdio de Ana (http://www.observatoriosocial.org.br/conex2/?q=node/2629), divulgada pela Internet que é o meio de comunicação mais democrático que temos na atualidade, e, em especial, com o recurso das "listas de discussões", blogs, artigos publicados na licença "Creative Commons" e outros recursos da WEB 2.0, a carta se espalhou com o "efeito viral" que é peculiar desses meios de comunicação.
Assim, a respostas aos apelos de Ana vieram dos quatro cantos do país, culminando com esse primeiro debate que espero ser, realmente, o primeiro de muitos. Durante muito tempo os meios de comunicação de massa calaram nossa voz e fizeram com que tivéssemos que "engolir muitos sapos" ou, pior ainda, "levar gatos por lebres". Esse encontro provou o quão poderoso pode ser esse meio se soubermos utilizá-los a nosso favor e o perigo de o deixarmos a revelia das grandes corporações.
A própria idealizadora do encontro, uma mestranda da UNIRIO, ficou surpresa ao ver que o "simples apertar de uma tecla" pôde proporcionar esse momento de reflexão e luta política, impar. É importante que ocupemos esse espaço fomentando a Inteligência Coletiva, esse é o mote do nosso curso.
Retornamos aos nossos domicílios cheio de idéias, prontos para encararmos nossos alunos com mais amorosidade e com a certeza de que um outro mundo é possível. Para vencermos a ideologia dominante que oprime, castra as grandes idéias já no seu nascedouro, se utilizando dos meios de comunicação de massa, temos agora um instrumento poderoso para fazer frente a esses ataques.
No entanto, nem tudo são flores a Internet está sob ataque:
A questão do software proprietário X Software Livre;
O bloqueio de fluxos buscado a todo custo pelos grandes detentores dos monopólios da comunicação, através do loteamento do espectro comunicacional;
O acirramento em todo o mundo e especialmente no Brasil das leis de Copyright.
Assim, se conseguirmos manter a Internet um campo livre onde todos podem ter vez e voz, talvez estejamos inaugurando um novo tipo de democracia, sem organização piramidal, onde todos tenham vez e voz o que David De Ugarte chama de "pluriarquia". A própria configuração atual da rede garante isso.
Nosso trabalho, numa perspectiva freiriana, torna-se indispensável nesse momento: ser educadores que se educam em comunhão com alunos e pares, que não se omitem diante das injustiças sociais, que se indignam com a miséria e a pobreza em todos os níveis e que sabem utilizar os instrumentos de seu tempo, assim como o Mestre o fez.
Levar os alunos a uma consciência crítica do uso do meio informático-mediático a partir de seus conhecimentos prévios, torna-se imperativo nesse momento. E, acreditem, o conhecimento deles na utilização desse meio será sempre maior que o nosso. No entanto podemos e devemos ajudá-los a refletir de forma crítica sobre o mesmo.
É preciso que nos dispamos dos preconceitos de que a Internet é para "quem não tem o que fazer", "espaço de alienação dos jovens", etc. e tomemos em nossas mãos os rumos desse novo meio de comunicação que André Lemos chama de "pós-massivo", por apresentar uma característica única na História: ser "de todos para todos". Nossos alunos já sabem disso, e nós, como ficaremos nessa história?
Paulo Freire Vive, e nessa vida que ele nos legou, como um homem de seu tempo, do nosso tempo, a Internet é livre e assim deve continuar.

Bibliografia:

LEMOS, André. O imaginário da cibercultura.
Capturado em http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/tics/html/body_andre99.html

DE UGARTE, David. O poder das redes. Trad, Augusto de Franco. EdiPUCRS: Porto Alegre, 2008.

Sandra Alves da Cruz - Coordenação de Informática educativa (FME - Niterói)

domingo, 10 de agosto de 2008

Escola de Software Livre em Niterói





Estamos criando um grupo para discutir a implantação de uma Escola de Software Livre no Município de Niterói. Se você estiver interessado no assunto escreva seu e-mail na caixa acima que uma solicitação será enviada para a lista de discussão Software Livre: Adote essa idéia, onde tentaremos "recortar", "colar" e criar idéias que fomente a importância de uma iniciativa como essa.
Quem participa do Movimento de Software Livre sabe que "uma andorinha só não faz verão" e que "a união faz a força". Solicito aos visitantes que respondam a enquete apresentada no final da página para que possamos ter dados estatísticos para apresentar reforçando a idéia de que uma escola para capacitar jovens nessa área poderia ser um excelente investimento para o município, ou não, afinal é uma enquete.
Abraços fraternos,
Sandra Linux.

domingo, 18 de maio de 2008

PAULO FREIRE E PAPERT*

No link abaixo abaixo podemos ver o encontro entre Paulo Freire e Seymour Papert.
Considero este um encontro histórico, onde vemos nosso educador maior conversando sobre os rumos da escola no novo milênio com o autor do software LOGO, que agora já possui uma versão livre para Linux. O vídeo foi dividido em quatro partes. Quem se interessa por tecnologia e educação não pode perder essa.
Dados do vídeo:
O Futuro da escola e o impacto dos novos meios de comunicação no modelo de escola atual. Produtor: Márcia Moreno e Marco Aurélio Del RossoTV PUC de São Paulo com apoio do Jornal Data: Nov. 1995

O link para que você obtenha logo os quatro vídeos é http://muitomais.wordpress.com/2007/09/08/seymour-papert-e-paulo-freire-dialogo/

Boas pesquisas!!!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A REDE - Você também pode colaborar

Augusto de Franco (vídeo abaixo) está escrevendo um livro a ser publicado em domínio público de forma colaborativa.
A proposta do autor é publicar cada capítulo, ou trechos de capítulos, para que sejam comentados pelos leitores, antes de sua publicação. Vale a pena ser colaborador desse projeto. Não esqueçam da fórmula dos bens imateriais: CC = CA (Conhecimento Compartilhado = Conhecimento Aumentado).
O endereço é:
http://nandai.wordpress.com/2008/04/09/a-rede-escrevendo-o-livro-3/

Artigos Publicados de André Lemos

O objetivo desse post é dar mais uma dica importante para quem vem pesquisando a questão das redes distribuídas e a importância desse conceito para a educação.
Numa dessas minhas incursões pelo ciberespaço, descobri esse site que apresenta vários artigos de André Lemos.

André Lemos é doutor em sociologia pela Université Réne Descartes, Paris V, Sorbonne, é professor adjunto da Faculdade de Comunicação da UFBa, coordenador do Centro de Estudos e Pesquisa em Cibercultura (Ciberpesquisa). Já publicou vários artigos e capítulos de livros sobre a cibercultura no Brasil e no Exterior.
Maiores detalhes sobre o autor? Bem, os textos falarão por si.
O site é
http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/lemos/artigos.html
Boas pesquisas!!!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

AUGUSTO DE FRANCO E O CONCEITO DE REDE



Vejam esse vídeo onde Augusto Franco traz uma importante discussão sobre o conceito de redes. Em seu site tem muitos artigos interessantes sobre o tema. Vale conferir.

Esse vídeo foi retirado do site de David de Ugarte: http://www.deugarte.com/.

Algumas informações sobre AUGUSTO DE FRANCO: foi Coordenador-Geral da AED – Agência de Educação para o Desenvolvimento (2001-2005) e é atualmente desenvolvedor de Nan Dai (2008).

terça-feira, 29 de abril de 2008

MAIS UMA DE JON "MADDOG" HALL NO FISL 9


Observem a cara que ele fez (foto) quando ao contar o história do porque da escolha do pingüim "Tux" como símbolo do Linux, relatou um pouco das discussões das possibilidades: Queriam uma águia agressiva, para mostrar que o Linux era o mais poderoso. Mas como todos sabemos a escolha recaiu no pingüim pois o Linus Torvalds gostava de pingüins. Então ele sugeriu que deveria ser um pingüim gorducho satisfeito por ter acabado de se fartar com uma bela refeição. Assim como deveriam se sentir satisfeitos os usuários Linux. Deveria ser um mascote que se adaptasse às diversas culturas. Vale a pena lembrar essa bonita história que tem tudo a ver com a filosofia Hacker.